Exportar seus dados deveria ser um direito

Tem uma pergunta que quase ninguém faz antes de assinar um SaaS: como eu saio? Não se dá para sair — o botão de export existe em quase todo lugar — mas o que sai por aquela porta e em que estado. Na maioria das vezes a resposta é: menos do que você imagina, num formato pior do que você precisa.

A gente parte do lado oposto: exportar os seus dados não é uma gentileza do fornecedor. É um direito, e o software deveria nascer com ele.

O teste dos dez minutos

O teste é simples: você consegue ir embora em dez minutos? Não cancelar a assinatura — isso é sempre fácil, porque convém a eles — mas levar tudo, num formato aberto, sem falar com ninguém, e reconstruir a sua operação em outro lugar no mesmo dia.

O teste tem quatro partes:

  • Completo: tudo o que entrou e tudo o que foi gerado no caminho. Se você exporta os links mas não as estatísticas de cliques, não é um export: é uma lembrancinha.
  • Aberto: JSON, CSV, formatos que existem há décadas e que qualquer ferramenta lê. Um arquivo proprietário é um cofre com o seu nome e a chave dos outros.
  • Sem intermediários: nenhum ticket de suporte, nenhum "fale com o seu account manager", nenhuma espera de 48 horas. Um botão e uma API.
  • Verificável: dá para testar no dia um, com dados de teste, antes de migrar qualquer coisa. Se um produto não passa no teste com dados falsos, não vai passar com os seus.

Como o Link exporta hoje

O Link, nosso encurtador, passa no teste inteiro:

  • Pelo dashboard você exporta todos os seus links — alias, destino, senha, expiração, máximo de cliques, tags, UTM — em JSON ou CSV, com um clique.
  • As analytics vão junto: cada clique registrado, com data, referrer, país, device, browser e OS. Linhas cruas, não só os agregados bonitos do painel.
  • A API v1 expõe tudo isso por HTTP, com a sua API key. Um script de vinte linhas baixa a sua conta inteira. Sem pedir permissão.
  • E se você roda self-hosted, o export mais brutal de todos: o seu banco de dados é um arquivo SQLite. Você copia e pronto. Isso é portabilidade.

O que acontece lá fora

O mercado, enquanto isso:

  • Slack: no plano gratuito, o export cobre só os canais públicos. As suas mensagens diretas e os canais privados não saem pela porta comum.
  • Notion: exporta, sim. Os bancos de dados saem como CSV planos: as relações entre tabelas, os rollups, a estrutura que dava sentido à sua informação — isso não viaja. Você leva as linhas; o modelo fica.
  • E ainda tem a tática mais honesta de todas: a das ferramentas que simplesmente não têm export e te mandam para o suporte, onde um humano decide quando — e se — você recupera os seus dados.

Nada disso é acidente. Um export completo é um cliente que pode ir embora.

Nossa regra: o export nasce com o produto

Na Zerosoftware a regra é uma só e não se negocia: nenhum produto sai sem export completo desde o dia um. JSON e CSV pela interface, API pública documentada, formatos abertos. O Link já faz isso. O CRM, o Cal e o Track — todos coming soon — vão abrir com a mesma garantia no dia em que forem lançados.

E o código é open source: se um dia fizermos as coisas mal, você não vai precisar do export — vai precisar de um VPS de $5 e uma tarde.

Os seus dados são seus. O software que não entende isso está avisando, com antecedência, exatamente quanto vai custar sair.